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Geralmente, quando termino de ler algum livro gosto de expor virtudes e defeitos deles aqui no blog. Na última semana encerrei a leitura de Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, escrito pelo produtor musical Nelson Motta, grande amigo do polêmico cantor nascido no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. As frases fortes, o jeitão largado e os causos folclóricos do artista que são conhecidos do público são pequenas amostras perto do que o autor descreve nas 392 páginas da biografia do inventor do samba soul.
Lançado no final do ano passado pela editora Objetiva, o livro sobre a história de Tim Maia mostra como o compositor dono de um dos vozeirões mais potentes da música brasileira alcançou o sucesso mesmo mergulhado numa rotina vertiginosa de drogas e álcool. O vício o fazia faltar aos próprios shows e lhe rendeu 300 processos judiciais. Uma de suas frases mais famosas era: “Não fumo, não cheiro e não bebo, mas às vezes minto um pouquinho”, sem falar das milhares de tiradas sarcásticas durante os shows tendo a maconha e a cocaína como assunto, mas usando os mais diferentes termos.
De acordo com Motta, nem um ficcionista teria capacidade de imaginar as peripécias que Tim Maia viveu e as trapalhadas em que se metia. O autor era amigo de Tim e conviveu profissionalmente com ele em muitas passagens na carreira do cantor. Foi um dos primeiros a colocá-lo sob holofotes, convidando-o a fazer um dueto com Elis Regina num disco da cantora produzido por ele em 1969. A idéia da biografia veio logo após a morte do artista, em 1998, mas Motta não previa adiar por tanto tempo seu projeto, pois as confusões de Tim Maia continuaram a assombrar o mundo dos vivos. Ele teve de negociar os direitos da obra com os herdeiros legais do músico.
Um pecado no livro Vale Tudo é o reduzido número de fotos da vida de Tim Maia publicadas. Muitas passagens da biografia seriam interessantes se ilustradas por uma fotografia da época em questão, e isso não seria nenhum problema para o autor. Por outro lado, a linguagem simples e direta de Motta torna a obra contagiante, principalmente com as explicações de como surgiram algumas das músicas mais famosas de Tim Maia e de suas inúmeras loucuras como ser preso, faltar shows de propósito, comprar brigas homéricas, promover quebra-quebra em estúdio de gravadora, mandar gente famosa para aquele lugar e ser idolatrado por pobres e ricos, brancos e negros, jovens e velhos, por todos os brasileiros. Para quem gosta de Tim Maia, é um prato cheio a sua biografia... e a sobremesa fica melhor tendo o seu disco para botar a tocar como trilha sonora durante a leitura.

FRASES FAMOSAS DE TIM MAIA:
"Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!”
"Dos artistas do Rio, metade é preto que acha que é intelectual e metade é intelectual que acha que é preto.”
"Fiz uma dieta rigorosa, cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias”
"Não fumo, não cheiro e não bebo, mas às vezes minto um pouquinho”
Texto enviado por um amigo e repórter lá de São Gabriel sobre as bobagens que alguns covardes estavam inundando os comentários deste blog e me fez tomar a decisão radical de desativar essa ferramente de interatividade com os internautas, que alguns até reclamaram como a Santa Mendes, mas não tenho outra forma de agir por enquanto. Acredito que em breve poderei mudar para um endereço que me permita aprovar previamente os comentários. Enquanto isso, quem desejar colocar aqui algum comentário, como fez o Marcelo Ribeiro, pode enviar para o meu e-mail luiseduardoamaral@terra.com.br. Obrigado...
"Tenho lido o seu blog, e fiquei chateado com o que anda acontecendo contigo, e também concordo com o que respondestes. Não pode parar o trabalho que tem feito por causa de "meia dúzia" de incompetentes que não tem garantia no seu trabalho e ficam criticando os outros por recalques ou inveja. Pode ter certeza que estou falando a mesma língua que você, pois passo pelo mesmo problema, por apresentar um trabalho isento, sou alvo de inveja de rivais. Não pode te "mixar" para alguém que é, com todas as letras, um ignorante e que tem inveja do teu trabalho e que não fala nada na tua frente, mas usa as costas e "pseudônimos" para te atacar e agredir, o que acontece comigo também. Parabéns e continue assim, em frente. E infelizmente, esse comportamento de agressão e ataque é a mentalidade de muita gente na Fronteira... Abraços ao amigo e até outra".
Marcelo Ribeiro
Jornal Tribuna Popular
São Gabriel/RS
Sou tricolor desde criança... e cada vez mais continuo tricolor. Claro que aqui, em Sant'Ana do Livramento, o meu verdadeiro time do coração é o rubro-negro 14 de Julho, questão de genética, herança familiar, já que o meu pai, Luiz Carlos Fernandes do Amaral, foi o vice-presidente de futebol na gestão Aguirre e montou o maior time do centenário Leão, aquele que foi tricampeão da fronteira no final dos anos 50. Um lapso do vereador João Batista Conceição, que escreveu o livro do clube, não ter lembrado do trabalho de meu pai em sua obra pelo motivo deste não ter ido lhe dar entrevista no seu escritório, quando na verdade penso que o escritor é quem deveria ir ao encontro de suas fontes. Inclusive até já cobrei pessoalmente o nobre vereador e quatorzeano essa falta com meu ídolo já falecido em 2003.
Bueno, mas voltando ao assunto: sou tricolor desde criança... e desta vez mais ainda. Quem gosta de futebol tem mania de ter um clube do coração em cada país, estado brasileiro ou espalhados pelo mundo. Aqui na América do Sul, deixando de lado o 14 de Julho, tenho dois e algumas simpatias. Sou tricolor em Porto Alegre e em Montevidéu, algo em função das cores e do capitão Hugo de León, o primeiro a erguer uma Libertadores para o Rio Grande do Sul. Mas nutro grande simpatia pelo River Plate e pelo Fluminense. Justo esse Fluminense que realizou uma partida memorável e heróica contra o todo-poderoso Boca Junior, o grande copeiro de nosso continente.
É evidente que o time argentino tem enorme tradição em reverter resultados ruins justamente quando atua no estádio do adversário. Por isso, esse empate em 2 a 2 lá em Buenos Aires não significa muito quando falamos do time de Riquelme, Palermo, Palácios e Cia. Por outro lado, é um grande passo dado por esse excelente Fluminense treinado por um dos maiores craques gaúchos, o Renato Portalupi. Se já havia simpatia pelo tricolor do Rio, principalmente por jogar contra o rival do outro simpático River Plate e treinador pelo tricolor Renato Gaúcho, a minha torcida pelo Fluminense aumenta quando podemos festejar a presença do santanense Ygor em seu elenco, que só não participou da partida da noite desta quarta devido uma lesão de última hora. Por tudo isso, espero que o meu amigo Toninho Maravilha, pai do zagueiro tricolor, tenha motivos de sobra para estourar alguns foguetes no próximo confronto entre o meu tricolor do Rio de Janeiro e o antipático Boca Junior do Gustavo Barbato.
Sou tricolor desde criança... e agora mais ainda!
Não é sempre que ouvimos falar de matérias aprovadas na Câmara Federal que trazem ética e economia no mesmo pacote quando o assunto envolve política e políticos. Mas, na noite desta terça-feira, os deputados aprovaram em primeiro turno o aumento de 7,5 mil vereadores em todo o país e a redução dos percentuais de repasse dos orçamentos municipais para as câmaras legislativas.
É bem possível que já na próxima gestão municipal, Sant’Ana do Livramento tenha um total de 17 parlamentares e os gastos não ultrapassem os 3,75% da arrecadação do município, bem menos que os atuais 8%. A Câmara aprovou a emenda substitutiva de autoria do deputado Vito Penido (DEM/MG) por 419 votos a oito. Houve apenas três abstenções.
O Brasil passará dos atuais 51.748 vereadores para 59.302. A matéria ainda passará por votação em segundo turno antes de ser encaminhada ao Senado Federal, mas é bem provável que os deputados e senadores mostrem total empenho em acelerar as pautas para aumentar o número de colegas políticos no país.
Independente das razões dos políticos lá em Brasília, certo é que nossa cidade terá um significativo aumento em sua representatividade ao mesmo tempo em que os gastos dos nossos parlamentares também terão relevante economia. Esta atual gestão entrará para a história santanense pelo recorde em despesas com os mais de R$ 3 milhões anuais.
De acordo com o relator Vito Penido, a emenda “moraliza porque corta gastos com as câmaras municipais e disciplina porque aumenta o número de vereadores em cidades maiores, dando mais representatividade. É isso que interessa à população: menos gastos e mais representatividade". Veja abaixo as novas faixas para o número de vereadores e repasses do orçamento:
Faixas de gastos:
- Arrecadação de R$ 30 a R$ 70 milhões: gastos de até 3,75%;
- Entre R$ 70 a R$ 120 milhões: gastos de até 3,5%;
- Entre R$ 120 a R$ 200 milhões: gastos de 2,75%
- Acima de R$ 200 milhões: gastos de até 2 %.
Número de vereadores:
- Municípios com até 15 mil habitantes: 9 vereadores;
- De 15 a 30 mil habitantes: 11 vereadores;
- De 30 a 50 mil habitantes: 13 vereadores;
- De 50 a 80 mil habitantes: 15 vereadores;
- De 80 a 120 mil habitantes: 17 vereadores;
- De 120 a 160 mil habitantes: 19 vereadores;
- De 160 a 300 mil habitantes: 21 vereadores;
- De 300 a 450 mil habitantes: 23 vereadores;
- De 450 a 600 mil habitantes: 25 vereadores;
- De 600 a 750 mil habitantes: 27 vereadores;
- De 750 a 900 mil habitantes: 29 vereadores;
- De 900 a 1,05 milhão de habitantes: 31 vereadores;
- De 1,05 milhão a 1,2 milhão de habitantes: 33 vereadores;
- De 1,2 milhão a 1,3 milhão de habitantes: 35 vereadores;
- De 1,3 milhão a 1,5 milhão de habitantes: 37 vereadores;
- De 1,5 milhão a 1,8 milhão de habitantes: 39 vereadores.
- De 1,8 milhão a 2,4 milhões habitantes: 41 vereadores;
- De 2,4 milhão a 3 milhões habitantes: 43 vereadores;
- De 3 a 4 milhões habitantes: 45 vereadores;
- De 4 a 5 milhões habitantes: 47 vereadores;
- De 5 a 6 milhões habitantes: 49 vereadores;
- De 6 a 7 milhões habitantes: 51 vereadores;
- De 7 a 8 milhões habitantes: 53 vereadores;
- Acima de 8 milhões habitantes: 55 vereadores.
A imprensa gaúcha, em especial os cronistas esportivos e inclusive o Paulo Sant’Anna, está passando por um momento contraditório de si mesmo quanto ao polêmico assunto da proibição de bebida alcoólica dentro dos estádios de futebol. Não entendo como os jornalistas que tanto cobram medidas de federações e dos governos para a coibição da violência entre torcedores nos jogos voltam agora suas cargas para cima da excelente atitude das pessoas não poderem mais beber cerveja, uísque ou a tradicional cachaça quando assistem o Grêmio, Internacional ou outro clube.
Argumentam sobre a Europa, o dito exemplo de continente civilizado, e a liberação da bebida nos estádios de lá. No entanto, esquecem a tradição européia dos hooligans e do fato de europeus também estarem analisando a possibilidade de fazerem uso da mesma medida. Enquanto isso, os mesmos críticos reclamam da situação brasileira na qual os torcedores acabam curtindo um trago largo antes de iniciar a partida para, só depois, ingressarem no palco dos espetáculos para gritarem, xingarem e vibrarem pelas cores do seu clube. A idéia explícita nessa crítica é desmerecer a funcionalidade da proibição, como se ela não ajudasse na prevenção de atitudes mais violentas.
Mas é justamente essa a intenção da nova regra. É proibido beber dentro do Tribunal, de salas cirúrgicas e no comando de uma aeronave, mas ninguém consegue impedir o juiz, o médico e um piloto de chegarem bêbados de cair em seus locais de trabalho para seus respectivos labores. O mesmo vale para a torcida, mas ao menos é possível reduzir parte da violência com o passar do tempo e o passar dos efeitos do álcool.
Geralmente, as maiores confusões acontecem após o apito final do árbitro, quando o escore negativo por má atuação ou por erros da arbitragem causa revolta nos torcedores. Evidente que os alcoolizados serão os mais difíceis de conter. Ou seja, por mais que o cidadão tenha bebido antes do jogo, enquanto os 90 minutos rolam, ele vai melhorando ao invés de ficar mais bêbado. Ao invés de sair da partida querendo briga, talvez saia querendo um travesseiro e uma cama para curar a ressaca.
O que estarão querendo os cronistas esportivos? Preferem um bêbado sentado entre outras pessoas bebendo por mais 90 minutos ou esse mesmo bebum assistindo uma partida de futebol sem ingerir mais nenhuma gota de álcool? Ou preferem defender as marcas de cerveja a defender o bem comum dos outros torcedores que buscam assistir um espetáculo de futebol e não de boxe? Até é compreensível quando notamos que as empresas de bebida são os maiores anunciantes do país, seja da tevê, jornal ou rádio.
Uma coisa é certa. Se o negócio é beber, se o mais importante é a bebida do que o jogo do seu time, uma boa sugestão é ficar em casa, na poltrona, com suas latas de cerveja, bebendo e xingando a sua televisão.