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Os torcedores tricolores e grande parte da imprensa carioca já davam como certo o título do Fluminense na Libertadores. Era um sentimento geral de oba-oba, faixa de campeão a venda nas bancas do Rio e muita gente já pensando no confronto com os ingleses do Manchester lá no Japão em dezembro. O clube até pode conseguir o título na próxima quarta - inclusive irei torcer bastante - mas a situação complicou bastante. Os brasileiros terão de virar os 4 a 2 sofridos no Equador.
Aqueles primeiros 45 minutos do jogo foram mais que suficientes para quebrarem o salto alto do Fluminense. Era um verdadeiro filme de horror passando na frente dos zagueiros tricolores. E a situação não virou um desastre total por dois motivos: primeiro pela grande atuação do goleiro Fernando Henrique e, segundo, porque o juiz encerrou a etapa inicial. Caso contrário, o horror poderia virar a morte não anunciada.
Uma rápida informação e uma opinião do blog Roendo as Unhas. O juiz escolhido para apitar o Grenal de domingo no Estádio Olímpico às 18h não será nem Leonardo Gaciba e tampouco Carlos Simon. A CBF definiu o mineiro Alício Pena Junior como árbitro do clássico. Mesmo sem ter a fama de outros colegas por manter uma boa regularidade, Alício está mostrando muita tranquilidade e competência nos seus últimos desafios. Entre eles, a final da Copa do Brasil em Recife entre Sport e Corinthians. Tanto o Grêmio como o Inter ficaram satisfeitos com a indicação.
Os olhos dos torcedores até poderão estar atentos nas jogadas do tricolor Roger e do colorado Alex ou quem sabe nos arremates de Nilmar e de Perea. No entanto, estarão nas defesas as principais revelações do ano da dupla Grenal e que deverão incrementar os cofres dos dois clubes na janela de transferência para a Europa no mês de agosto. Os zagueiros Léo, do Grêmio, e Sidnei, do Inter. Dois jovens de futuro promissor, qualidade do nível de defensores da Seleção Brasileira (até não é muito difícil) e que já estão se despedindo de suas respectivas torcidas. O zagueiro gremista com um pouco mais de experiência em Grenais, inclusive com um gol em sua estréia, ano passado.
Não é fácil a vida de jornalista esportivo no Rio Grande do Sul quando há uma semana inteira de espectativa para o início do Grenal de domingo e muito pouco para ser dito. Se em Porto Alegre ainda houvesse uns quatro clubes de ponta como em São Paulo ou Rio de Janeiro, até seria mais fácil, mas não é assim. Aqui, todas as notícias concentram-se em apenas duas instituições, imagina então quando as duas estarão na mesma partida da rodada seguinte?
As reportagens acabam batendo na mesmice. Até sei que alguns dos editores esportivos dos jornais gaúchos acabam bisbilhotando os arquivos para encontrarem alguma pauta interessante. Normalmente, não acham. É como o Caderno Donna de Zero Hora no mês de maio: sempre haverá uma edição exclusiva para as noivas com as mesmas dicas do ano passado. Ou então como aqueles cadernos especiais de A Platéia: as mesmas matérias com os mesmo erros repetindo-se ano após ano.
Entre tantas repetições de pautas, achei uma notícia hoje de tarde no site da RBS curioso. Inclusive fui surpreendido com a informação. Segundo a matéria e levando em conta as equipes escaladas por Inter e Grêmio nos seus últimos jogos, apenas dois gaúchos deverão estar em campo. É isso mesmo, entre os 22 atletas que deverão iniciar o Grenal só os colorados Renan (Viamão) e Sidnei (Alegrete) são nascidos no Rio Grande do Sul. Por outro lado, os treinadores da dupla também são gaúchos, naturais de Caxias do Sul.
A Fórmula 1 e o Brasil voltam a namorar depois de 17 anos de relação distante, balançada. Foi no distante ano de 1991 que o mito Ayrton Senna conquistava o tricampeonato mundial da categoria. Três anos após essa festa, o silêncio e o luto tomaram conta de uma nação.
Desde então, por mais que a torcida brasileira empurrasse e fizesse figa, o representante com mais chance de voltar as unir a Fórmula 1 com as cores do Brasil, Rubens Barichello, não teve competência, talvez falta de sorte mesmo. O vácuo aumentava, e a modalidade de automobilismo mais vista no mundo parecia afastar-se da tradição brasileira de oito títulos (três com Senna, outros três com Nelson Piquet e dois com Emerson Fitipaldi).
Está certo que na Fórmula 1, o hino italiano deve ser o mais executado da história, e continua assim a cada prova onde a escuderia Ferrari acaba vencendo. E os últimos anos foram assim, entre os hinos da Alemanha e da Itália, nenhuma conquista brasileira. Talvez nem venha acontecer o tão desejado e esperado nono título mundial da categoria para o nosso país. Porém, ao menos deste vez, temos um piloto com competência, sorte, carro e uma tremenda força de vontade.
Depois de mais de duas décadas, graças ao bravo Felipe Massa, o Brasil vence o GP da França. Depois de 15 anos, o Brasil volta a liderar um campeonato da modalidade. E, quem sabe, depois de 17 anos, Felipe Masse venha a enterrar a dor pela perda do ídolo Senna e faça o Brasil voltar a sorrir e festejar nos domingos de manhã (e de madrugada) com mais uma conquista nacional. E esperar, mas este início de namoro pode virar um casamento lá no final do ano e o hino do Brasil venha a dividir as honras com o da Itália... é só esperar e torcer!