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Duas notícias interessantes como também muito importantes a cerca de nossos vizinhos uruguaios. Tudo é meio recente ainda e nos próximos dias e nas próximas entrevistas das autoridades daquele país deveremos ter maiores esclarecimentos. De qualquer forma, vale aqui o registro.
Em visita ao México, o presidente uruguaio Tabaré Vazquez realizou um convite formal ao presidente mexicano Vicente Fox para o país da tequila e do grupo Maná ingressarem no bloco econômico do Mercosul. Seria uma grande conquista para os países aqui do Cone Sul sem dúvida. É esperar para ver a reação dos mexicanos e, principalmente, dos norte-americanos.
A outra notícia vinda do lado de allá é o anúncio do Governo Uruguaio da existência de reservas de gás natural e, possivelmente, também reserva de petróleo no litoral do país. Seriam dois campos, um chamado de Punta del Leste e outro denominado de Pelotas, que ficaria justamente na divisa entre os mares do Uruguai e do Brasil. Algo me diz que em breve o Governo Brasileiro também anunciará reservas de gás no Rio Grande do Sul.
A Fórmula 1 e o Brasil voltam a namorar depois de 17 anos de relação distante, balançada. Foi no distante ano de 1991 que o mito Ayrton Senna conquistava o tricampeonato mundial da categoria. Três anos após essa festa, o silêncio e o luto tomaram conta de uma nação.
Desde então, por mais que a torcida brasileira empurrasse e fizesse figa, o representante com mais chance de voltar as unir a Fórmula 1 com as cores do Brasil, Rubens Barichello, não teve competência, talvez falta de sorte mesmo. O vácuo aumentava, e a modalidade de automobilismo mais vista no mundo parecia afastar-se da tradição brasileira de oito títulos (três com Senna, outros três com Nelson Piquet e dois com Emerson Fitipaldi).
Está certo que na Fórmula 1, o hino italiano deve ser o mais executado da história, e continua assim a cada prova onde a escuderia Ferrari acaba vencendo. E os últimos anos foram assim, entre os hinos da Alemanha e da Itália, nenhuma conquista brasileira. Talvez nem venha acontecer o tão desejado e esperado nono título mundial da categoria para o nosso país. Porém, ao menos deste vez, temos um piloto com competência, sorte, carro e uma tremenda força de vontade.
Depois de mais de duas décadas, graças ao bravo Felipe Massa, o Brasil vence o GP da França. Depois de 15 anos, o Brasil volta a liderar um campeonato da modalidade. E, quem sabe, depois de 17 anos, Felipe Masse venha a enterrar a dor pela perda do ídolo Senna e faça o Brasil voltar a sorrir e festejar nos domingos de manhã (e de madrugada) com mais uma conquista nacional. E esperar, mas este início de namoro pode virar um casamento lá no final do ano e o hino do Brasil venha a dividir as honras com o da Itália... é só esperar e torcer!

O gaúcho Luiz Felipe Scolari tem alguma energia diferenciada no mundo do futebol. Desde que levou o time do Criciúma a inédita e incrível conquista da Copa do Brasil de 1991, ele nunca mais foi demitido por um clube – ele é que pede demissão. Algo para poucos neste esporte. E em cada lugar por onde ele passa conquista admiradores e novos amigos. Quando parte, geralmente após realizar um trabalho longo e eficiente, deixa ótimas lembranças e uma legião de viúvos.
Foi justamente assim que a torcida gremista ficou após encerrar a Era Felipão no Estádio Olímpico, mais tarde aconteceu o mesmo no Palmeiras e Cruzeiro até levar o Brasil ao pentacampeonato mundial na Ásia, em 2002. Desta vez, são os portugueses que ficaram viúvos. O gaúcho de Passo Fundo ficou por cinco anos e meio à frente da Seleção Portuguesa e foi responsável por alguns dos maiores feitos da história do futebol neste país.
Mandou embora velhas estrelas da equipe que pareciam não terem mais vontade de suarem suas camisetas, renovou a equipe lusa, fez ressurgir o sentimento de patriotismo que estava adormecido no povo português, conclamou a população do país que enfeitasse suas casas e ruas com as cores da bandeira e cantou o hino com devoção. Dentro de campo, Felipão levou Portugal ao vice-campeonato Europeu em 2004 e a um festejado quarto lugar no Mundial da Alemanha, em 2006, eliminando as seleções tradicionais da Holanda e da Inglaterra e fazendo os brasileiros invejarem a situação de seus colonizadores.
Na noite (em Basiléia) desta quinta-feira, dois erros infantis da defesa portuguesa fizeram o treinador encerrar sua trajetória de cinco anos e meio na Seleção duas partidas antes de seu desejo, o título. A partir de agora, Luiz Felipe volta a treinar uma equipe azul como são Grêmio e Cruzeiro, o poderoso e milionário Chelsea da inglaterra, e lá em Portugal surgirão os mais novos viúvos de Felipão.
Alguns, que bem entendem de futebol, já estão se sentindo assim, outros ainda estão desolados com a desclassificação e até o culpando pela derrota, mas também se tornarão viúvos do técnico gaúcho quando verem o trabalho do seu sucessor, e seja este qual for. Enfim, por onde anda, Luiz Felipe Scolari deixa um rastro de sucesso, saudade, histórias e... viúvos!
Há exatos dez anos, uma década, em um mesmo dia 18 de junho, o Governo Britânico tomava uma atitude essencial para a busca da paz com os grupos terroristas da Irlanda do Norte, entre eles o mais conhecido e que já foi tema de dezenas de livros, filmes e músicas: o IRA.
Muitas vezes, as datas mais comemoradas são aquelas simbólicas onde papéis são assinados ou líderes são fotografados durante um aperto de mão promovido apenas para esse intuito: as fotografias. Porém, certos avanços só são alcançados graças ao primeiro passo, o pontapé inicial, mas depois são esquecidos.
E justamente o primeiro degrau da escada da paz entre Governo da Inglaterra e o IRA ocorreu no dia 18 de junho de 1998, quando o Parlamento daquele país aprovou a lei que permitiu a liberação de presos terroristas vinculados a grupos paramilitares da Irlanda do Norte. Dessa forma, com os dois lados abrindo mão de certos conceitos e mostrando uma vontade mútua de abolir a violência, foi possível iniciar o processo de paz em Ulster, que já dura uma década de trêgua. Se bem que nessa mesma época, o povo britânico passou a ter pesadelos com os atentados terroristas de grupos radicais islâmicos.