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Uma rápida informação e uma opinião do blog Roendo as Unhas. O juiz escolhido para apitar o Grenal de domingo no Estádio Olímpico às 18h não será nem Leonardo Gaciba e tampouco Carlos Simon. A CBF definiu o mineiro Alício Pena Junior como árbitro do clássico. Mesmo sem ter a fama de outros colegas por manter uma boa regularidade, Alício está mostrando muita tranquilidade e competência nos seus últimos desafios. Entre eles, a final da Copa do Brasil em Recife entre Sport e Corinthians. Tanto o Grêmio como o Inter ficaram satisfeitos com a indicação.
Os olhos dos torcedores até poderão estar atentos nas jogadas do tricolor Roger e do colorado Alex ou quem sabe nos arremates de Nilmar e de Perea. No entanto, estarão nas defesas as principais revelações do ano da dupla Grenal e que deverão incrementar os cofres dos dois clubes na janela de transferência para a Europa no mês de agosto. Os zagueiros Léo, do Grêmio, e Sidnei, do Inter. Dois jovens de futuro promissor, qualidade do nível de defensores da Seleção Brasileira (até não é muito difícil) e que já estão se despedindo de suas respectivas torcidas. O zagueiro gremista com um pouco mais de experiência em Grenais, inclusive com um gol em sua estréia, ano passado.
Duas notícias interessantes como também muito importantes a cerca de nossos vizinhos uruguaios. Tudo é meio recente ainda e nos próximos dias e nas próximas entrevistas das autoridades daquele país deveremos ter maiores esclarecimentos. De qualquer forma, vale aqui o registro.
Em visita ao México, o presidente uruguaio Tabaré Vazquez realizou um convite formal ao presidente mexicano Vicente Fox para o país da tequila e do grupo Maná ingressarem no bloco econômico do Mercosul. Seria uma grande conquista para os países aqui do Cone Sul sem dúvida. É esperar para ver a reação dos mexicanos e, principalmente, dos norte-americanos.
A outra notícia vinda do lado de allá é o anúncio do Governo Uruguaio da existência de reservas de gás natural e, possivelmente, também reserva de petróleo no litoral do país. Seriam dois campos, um chamado de Punta del Leste e outro denominado de Pelotas, que ficaria justamente na divisa entre os mares do Uruguai e do Brasil. Algo me diz que em breve o Governo Brasileiro também anunciará reservas de gás no Rio Grande do Sul.
Editorial do jornal Correio do Pampa (18/09/2006, Livramento).
Seria uma semana para inflar os brios, os sentimentos de orgulho e de dignidade do gaúcho. Seria uma semana para entoar que as façanhas deste povo são modelos para toda a terra. Seria uma semana para mostrar o quanto é bem quista e forte esta origem surgida de uma mescla guerreira de índios charruas e guaranis com espanhóis, portugueses, italianos, alemães e africanos. Seria uma semana de muitas homenagens e lembranças às tradições do gaúcho.
No entanto, é um absurdo constatar algumas atitudes que afloram justamente nesta época privilegiando o lado negativo da festa, da data do 20 de Setembro. Não é sadio, nem sábio, querer generalizar os homenageados. Porém, não se deve dar espaço à omissão para evitar críticas a um evento que merece todo o respeito e participação da sociedade. Muitos gaúchos que teriam por obrigação desfilar em seus lustrosos cavalos destacando o respeito e a gentileza que moldam o caráter deste povo estão fazendo desde alguns dias cenas de lamentar.
Levantam lá no alto aquelas guampas cheias de aguardente, soltam gritos como se fosse uma medida para a masculinidade, invadem as calçadas com suas montarias e não lembram que suas liberdades acabam onde inicia a dos outros. E ai de quem se mostrar incomodado na frente desses “valentes” gaúchos. Eles são capazes de se imaginarem bentos gonçalves, davis canabarros e generais netos diante dos militares da Coroa e partirem para a briga de adaga e revólver.
A situação não é nenhuma novidade. Sempre surgem os valentões após o segundo trago de canha em qualquer evento que envolva música gaúcha, homens de bombachas e concentração de gente. O grave desta história é saber que passa ano e as autoridades tratam o assunto como exagero do momento. São exageros assim que alguns partem para os pagos do céu. Já outros que deveriam cavalgar na tropa do diabo costumam brindar a impunidade e regressar com mais guampa com cachaça, mais faca afiada e mais vontade de brigar no ano seguinte. Não deve adiantar muito, mas vai o recado: a Guerra dos Farrapos acabou há 161 anos.