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Esta gestão da Câmara Municipal de Vereadores foi marcada como uma das mais tranqüilas de todos os tempos da história política de Sant’Ana do Livramento. Com apenas dez parlamentares e dinheiro sobrando para dar uma superestrutura aos gabinetes e à casa, o Legislativo não teve muito com o que se preocupar nos últimos quatro anos.
Até houve tempo e dinheiro para inventarem novos cargos (providos por amigos políticos ou familiares), novas viagens e novas campanhas publicitárias. Evidente que houve algumas situações curiosas como a falsificação de três cheques dados a uma assessora do vereador Sérgio Moreira (PDT); a Polícia Federal apreendendo computador e papéis de Delco Suarez (PSDB), além de levar o nobre edil para dar explicações na delegacia sobre suspeitas de falsificação de documentos; a saída por infidelidade partidária dos parlamentares César Maciel e Marilú Suarez já que ambos deixaram o PP para ingressarem no PSDB após o prazo permitido; e a tentativa sem sucesso dos tucanos para instaurarem uma CPI contra o prefeito Wainer Machado. Interessante que hoje eles – tucanos e socialistas – estão bem amiguinhos de mãos dadas pelo poder santanense.
O resumo acima foi uma mostra de como esta legislatura teve vida e dinheiro fácil. Na coluna paga ao jornal A Platéia, aparecem apenas fotos e manchetes de vereadores concedendo voto de aplauso, voto de pesar e pedido de informação. Nas reportagens das páginas ao lado, os nobres ediles em alguma cidade com alguma autoridade do lado e a tradicional chamada: “vereador santanense busca apoio de fulano para...”.
Na verdade, isso é somente argumento publicado em periódico local para reforçar os gastos com diárias. Até hoje, após os três anos e meio dessa gestão, não visualizei nenhuma conquistada desses dez – agora já são 12 – vereadores para Livramento em suas constantes e caras viagens pelo Brasil. Talvez, e espero que sim, ainda reconhecerei a luta de Sérgio Moreira pelo ramal rodoviário ligando Livramento ao Uruguai via férrea.
Porém, até agora, não houve nenhum benefício para a comunidade com os gastos dos nossos representantes. Muitos, inclusive, vão a encontros com políticos de seus partidos em Porto Alegre e Brasília para discutirem problemas da sigla, planos políticos dos partidos, que nada temos a ver e nem queremos saber. Mas o recurso é nosso.
Por tudo isso, minha indignação é grande com nossos parlamentares, principalmente quando noto a vontade deles manterem suas estruturas de gabinete fortes, com dinheiro à vontade em caixa, mesmo que a representatividade política seja sacrificada. Eles preferem poucos e bem remunerados vereadores na casa ao tempo que Livramento precisa de mais gente trabalhando lá dentro e com economia de recursos. Já que nosso município não é rico, por que o Legislativo deveria ser mais do que a cidade é?
Nesta segunda-feira, a Câmara realiza, às 19 horas, uma audiência pública para tratar sobre a mudança na Lei Orgânica que permitirá fixar o número de parlamentares para a próxima legislatura. De acordo com alguns colegas de imprensa, Bernardino Fontoura (PSDB) e Doralício Lopes (PTB) não pretendem mudar.
Espero que isso não seja verdade e todos eles tenham um pingo de racionalidade para tornar nosso Legislativo mais democrático e representativo. Até sugiro mais: quem sabe eles reduzam o percentual do repasse que têm direito a receberem do orçamento. Aí é outros quinhentos! É mais fácil acreditar em Coelhinho da Páscoa, Papai Noel do que no discurso dessa gente.
Interessante é que o presidente Batista Conceição e os seus pares já sabiam dessa possibilidade de aumentarem o número de cadeiras lá dentro e ficaram quietinhos para não chamares a atenção do povo para suas pirraças.
Por essa e por outras tantas e tantas que passo recebendo convites para visitar o presidente e a Casa, mas não tenho a mínima vontade. Não pela pessoa do professor e escritor Batista Conceição (PSB) - que até admiro muito o seu sucesso - mas por sua atuação como presidente, assim como pela atuação de todos os outros como vereadores. Infelizmente, lá dentro, eles são todos do mesmo partido... O recurso partido em 10.
Nossos vereadores são 10, mas só na quantidade mesmo...

Calma, o título não é apologia a agressões, brigas e pancadaria. Muito pelo contrário, vejam só: na madrugada de sexta para o sábado, em frente ao prédio Porta do Sol, na Rua Conde de Porto Alegre, centro de Sant’Ana do Livramento, uma briga entre jovens de família tradicional acabou em tiro. Segundo relato de alguns vizinhos, os disparos atingiram de raspão dois dos envolvidos. Mas não houve nada mais grave do que isso (felizmente), além é claro de escoriações e hematomas causados pelas agressões em um dos rapazes, justo o que parecia estar fugindo da confusão.
Ele teria saído de uma festa e voltado mais cedo para casa a fim de evitar a briga, mas seus oponentes não satisfeitos o seguiram até sua residência para, então, começarem a pancadaria. Com certeza, o assunto deverá ficar por aí (espera-se que entre os brigões também pare por aí) e não haverá nada mais do que comentários nas ruas, pessoas contando a história para outros com mais dramaticidade, exageros e novas versões.
Para o blog, não interessa quem são os envolvidos, quem levou a melhor e a pior e se realmente houve ou não pessoas feridas, tampouco nos interessa as deformações e os exageros que os fatos passarão a ter com a disseminação da briga nas rodas de conversa. O blog interessa-se pelo caso como um exemplo da crítica e da observação a seguir:
É assustador a facilidade como simples brigas de saída de festa ou pequenas discussões terminam hoje em disparos de revólver ou facadas. E como pode haver tantas armas nas mãos de jovens, adolescentes e até adultos irresponsáveis? Antigamente, por mais assustadora que fosse uma briga entre rivais e por mais que trouxesse malefícios para os envolvidos e a sociedade, ela costumava ser recheada de socos, pontapés e, talvez, uma pedrada aqui um pedaço de pau alí. No entanto, era raro alguém puxar uma faca ou um revólver.
Hoje, por qualquer coisinha, os valentes brigões já estão com a faca ou o revólver na mão. E assim, dessa forma, um fato que poderia acontecer num dia e ser esquecido no outro, acaba abrindo feridas para sempre e atingindo não só a vítima e o autor, mas seus amigos, suas famílias, uma comunidade inteira. E tem aquela velha lógica: o revólver foi feito para disparar...
No final da manhã desta segunda-feira, em conversa com o prefeito Wainer Machado, ele fez questão de corrigir um deslize deste blog: não é um quarteto fantástico que irá unir forças em prol de sua reeleição, mas sim um sexteto.
Segundo o chefe do executivo, eu teria esquecido dois "importantes" partidos políticos dessa aliança que surge: O PMN (Partido da Mobilização Nacional) e o PR (Partido da República).
É verdade, esqueci de nomear estas duas poderosas e tradicionais siglas da política brasileira, das quais integram o Vice-Presidente da República José de Alencar com sua saúde de ferro e o influente deputado... ou seria o senador... um vereador... é... essas duas fortes siglas.
Enfim, de qualquer forma, o prefeito Wainer acabou passando essa informação mais que exclusiva para o blog Roendo as Unhas que estão coligados em defesa de sua reeleição os seguintes partidos: PSB, PDT, DEM, PSDB, PR e o PMN. Temos tantas rádios, jornais, comunicadores e gente de imprensa na cidade cogitando isso e aquilo, mas o blog Roendo as Unhas, sem a menor pretensão, dá um furo desses na concorrência (isso que o blog nem está no mercado para concorrer com ninguém).
Em nomes, será assim essa aliança: os socialistas Wainer e Batista Conceição com os trabalhistas Marcírio e Sérgio Moreira; o democrata Edu e seu pai; os tucanos Bernardino (antes que ele mude de sigla novamente), Delco (antes que troque de sigla mais rápido que seu correligionário), César Maciel (que queria ser prefeito) e Marilú (que foi na pilha dos antigos colegas progressistas), o republicano (adjetivo pomposo, heim?) D'Ávila Júnior e o ..... (nem sei qual o adjetivo para o pessoal do PMN) Kiko Mendina.
Boa parte dessa turma estava ontem reunida com o prefeito, inclusive o empresário e advogado Antônio Badra. Por isso estranhei que o jornal A Platéia, de sua propriedade, não tivesse dado antes deste blog a notícia da criação deste frentão para defender a reeleição do prefeito Wainer. Na bem da verdade, o apoio dos tucanos ao projeto socialista em Livramento é uma incógnita. O que estariam fazendo políticos que nortearam a oposição nos últimos anos em Livramento, criticaram severamente prefeito, secretários, administração e tudo o que estes faziam agora do lado de Wainer?
Sem dúvida, Bernardino, Delco e Cia deram um atestado em breve registrado em cartório (eleitoral) de que estavam errados durante quatro anos ou vão errar neste 2008. Realmente, o PSDB enfrenta temporais de identidades há um bom tempo e em todo o país. Sorte dos adversários, ou seria dos amigos, ou dos ex-adversários, ex-amigos... vá entender esses tucanos e o que eles queram. Pelo contrário, é muito fácil entender o que eles querem... eles só não sabem com quem...
Uma turma da AABB de Rosário do Sul enfrentou o frio da manhã do último domingo e alguns amigos da Unimed de Livramento num amistoso no Estádio Atílio Paiva, em Rivera. A partida terminou 4 a 4, depois do time visitante estar na frente por 4 a 2 faltando poucos minutos para o final do jogo. Os rosarienses não gostaram e com razão da arbitragem um pouco caseira, ao melhor estilo árbitro sul-americano em dia de Libertadores. Na verdade, juiz e assistentes eram de Livramento.
A brincadeira é repetida com freqüência por essa turma de santanenses que realizam em média uma partida no estádio uruguaio a cada dois meses. Eles alugam o Atílio Paiva com vestiários e contratam a arbitragem amadora na própria cidade. É uma excelente forma de aproveitar o elefante branco localizado no fim da Calle Agraciada e confraternizar com os amigos. Sem falar que estarão pisando no mesmo campo onde o Brasil venceu em partida memorável a Argentina nos pênaltis durante a Copa América de 1995. Lembram do gol de mão do centroavante Túlio empatando o jogo em 2 a 2?

Na manhã desta quarta, houve conflito entre policiais metropolitanos de Montevidéu com jornalistas e moradores do bairro Peñarol. Foi durante a reconstituição da morte da criança Noelía Benitez, de somente três anos (SÓ TRÊS ANOS). O fato apenas ilustra o sentimento dos uruguaios nestes últimos 30 dias com a morte de duas meninas no país onde há fortes indícios da participação de seus respectivos padrastos.
Não há como não lembrar do caso Isabella Nardoni, que também teria sido espancada por sua madrasta antes de seu pai supostamente jogá-la da janela do sexto andar em São Paulo. O que está acontecendo com os pais emprestados? Pela união de alguns casais, eles pagam o preço inclusive de um filho.
No início de maio, na cidade de Maldonado, a menina Pamela Silva, 11 anos, foi encontrada morta a menos de 50 metros de sua casa. Ela estava quase nua, vestindo só a sua jaqueta e seus calçados, com o corpo tomado por hematomas, o crânio espatifado e uma estaca cravada em sua nuca. Ela ainda tentou ligar para o 911 pedindo socorro, mas a ligação caiu em Montevidéu ao invés de Maldonado, mas assim mesmo o telefonema foi interrompido abruptamente.
Pamela morava com sua mãe, padrasto e um irmão de nove anos. Após um mês de seu assassinato, as autoridades ainda não sabem o local e o culpado de sua morte. Até o momento, o padrasto da menina é o único processado e preso por abuso sexual. O próprio confessou violar a enteada há cerca de ano e meio, inclusive na tarde de sua morte, mas jura inocência no caso de homicídio.
Já o motivo da morte da pequena Noelia é algo até comum em alguns lugares do Brasil, principalmente onde não existem recursos financeiros e estrutura familiar e onde os homens adultos estão desempregados e afundados em garrafas de cachaça e cerveja. A criança de apenas três anos não resistiu aos ferimentos provocados por maus uma surra dada por seu padrasto, algo constante na relação deles segundo a investigação. O padrasto foi processado por violência doméstica seguida de homicídio, enquanto a mãe de Noelia foi processada por acobertar as ações de seu companheiro contra a menina indefesa. De acordo com a autopsia, a vítima teve ferimentos graves no rosto, crânio, boca, pescoço e nos músculos do braço esquerdo.
O que fazer com esses padrastos e madrastas? Os alexandres nardonis da vida têm em tudo quanto lugar, mas essas leis de hoje, tanto do Brasil como dos países vizinhos, não ajudam em nada... Pobre de nossas crianças!