Roendo as Unhas

Opiniões, interpretações e crônicas do jornalista gaúcho Luís Eduardo Amaral (Duda Amaral) sobre os principais assuntos da atualidade.

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Opiniões, interpretações e crônicas do jornalista gaúcho Luís Eduardo Amaral (Duda Amaral) sobre os principais assuntos da atualidade.
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Terra Blog

Categoria: Educação e Cia

08.12.07

O segredo das Nações

categorias: Educação e Cia

          O texto abaixo chegou em minhas mãos por e-mail de amigos. Não é minha autoria, tampouco diz o nome do autor. Ele fala especificamente do Brasil em comparação com os países ricos. Porém, seu conteúdo serve também aos municípios brasileiros pobres em relação a outros onde as coisas acontecem sem a necessidade da mão do Estado.

 

          A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e  Egito, que tem mais de 2000 anos e são pobres. Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.

          A diferença entre países pobres e ricos também não  reside nos recursos naturais disponíveis. O Japão possui um território limitado, 80% é montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.

          Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate o mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o tranformou na caixa forte do mundo.

          Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa. A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.

 

          Qual é então a diferença?

 

          A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os  seguintes princípios de vida:

          1 - A ética, como princípio básico;

          2 - A integridade;

          3 -  A responsabilidade;

          4 - O respeito às leis e regulamentos;

          5 - O respeito pelo direito dos demais cidadãos;

          6 - O amor ao trabalho;

          7 - O esforço pela poupança e pelo investimento;

          8 - O desejo de superação;

          9 - A pontualidade.

 

          Nos países pobres apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária. Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta ATITUDE. Nos falta vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

 

          SOMOS ASSIM, POR QUERER LEVAR VANTAGENS SOBRE TUDO E TODOS.

          SOMOS ASSIM POR VER ALGO DE ERRADO E DIZER: “DEIXA PRA LÁ”.

 

          DEVEMOS TER ATITUDES E MEMÓRIA VIVA...

 

          SÓ ASSIM MUDAREMOS O BRASIL DE HOJE.

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 16:57:44

O exemplo negativo...

categorias: Educação e Cia
          Para quem leu o post acima e achou um tanto exagerado, em nossa cidade como em tantas outras de nossa fronteira e de nosso país tem um exemplo negativo que ilustra muito bem o que não podemos permitir que aconteça. Se o que nos falta é justamente ATITUDE, no post abaixo fala de uma turma a qual está precisando justamente disso...
  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 16:39:28

06.12.07

Benefícios para Livramento

categorias: Educação e Cia

          Sant'Ana do Livramento deve estar entre os 31 municípios gaúchos que serão beneficiados por um convênio recém assinado entre o Senac/RS e o Lions. No final de novembro, o diretor regional do Senac/RS, José Paulo da Rosa, e o presidente do Distrito LD3 do Lions, Denério Neumann, firmaram acordo para aumentar em dez mil o número de vagas para cursos gratuitos de formação profissional oferecidos pela entidade do Sistema S. O Senac/RS já qualifica mais de 20 mil jovens entre suas diferentes modalidades de cursos. O Lions ficará encarregado de captar os jovens carentes que querem estudar e aprender uma profissão em um desses 31 municípios gaúchos. Atualmente, o Senac-RS trabalha com 200 mil alunos por ano. E o novo prédio em Livramento faz parte da estratégia de aumentar significativamente esse número. 

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 08:53:12

04.08.07

O Apharteid Tupiniquim

categorias: Educação e Cia

          O que o Brasil espera com a aprovação da política das cotas raciais? Promover uma igualdade entre as raças no país? O Projeto de Lei pode estar recheado de boa intenção, mas ele será o pai do novo “apartheid” que um dia imperou na África do Sul e está para criar uma segregação racial no país mais miscigenado da história. Essa tal política compensatória defendida por alguns dos negros mais bem sucedidos deste país quer levar nossa nação para um passado onde Hitler distinguiu os judeus dos arianos através de tatuagens nos braços e braçadeiras com a estrela de David. Não é exagero! O Brasil terá três povos: negros, brancos e índios. Não haverá espaço para pardos, mulatos claros, escuros, mamelucos, cafusos, amarelos, albinos, nada que não seja o colonizador branco, o colonizado índio e o escravo negro.

          O maior exemplo de racismo é essa tal política de cotas raciais. Na verdade, o Brasil está sofrendo com uma mania do politicamente correto que não podemos mais nem chamar nosso melhor amigo de “Negão”, “Índio” ou “Alemão” que um hipócrita político em nome da reserva de vagas em empresas e faculdades para negros e índios poderá nos processar. A onda é grande contra a discriminação racial que existe em nosso país. Realmente ela existe, não se pode negar, mas sabemos que o pior pecado cometido no Brasil é uma discriminação social, onde não há vez nem voz para os pobres, sejam eles da cor que forem. Diante disso, pergunto: após a aprovação das cotas raciais, como ficarão pobres, miseráveis e favelados que não são negros nem índios? Passarão a sofrer duas espécies de discriminação. Fora do seu meio, por serem favelados e miseráveis. No seu meio, por serem um quase negro, quase branco, mas não terem as mesmas oportunidades que os índios e os negros terão através das cotas raciais.

          Essa mania do politicamente correto está mudando inclusive tradições culinárias, impugnando amizades que se sobrepõem a cores e até mesmo dissuadindo o gosto pela cultura popular brasileira. Uma conhecida doceira da cidade não gosta mais que os clientes peçam os famosos “negrinhos” e sim utilizem o nome “brigadeiros”, pois ela já teria sido ameaçada de racismo por movimentos em defesa dos negros. Depois dirão que existe doce com o nome “branquinho” e não para as outras raças. Pior aconteceu com uma amiga certo dia quando foi postar uma carta na agência dos Correios. Ao ver o selo, ela comentou sobre a figura estampada: “Olha só: a Negrinha!”. E a funcionária indignada retrucou na hora já em tom alto de voz: “Negrinha, não, é uma afro-descendente”. Mas minha amiga continuou impávida de seu conhecimento: “Não senhora, é Negrinha sim, uma obra famosa do Portinari que está desaparecida”. Nesse momento, a funcionária corou de constrangimento ao ler no selo que estampava um famoso quadro de Cândido Portinari o título A Negrinha. É assim que está a realidade brasileira. Negros, índios e brancos caminhando cada vez para lados opostos justamente por essa mania do que pode ou não falar. Eu, por meu lado, sigo chamando alguns amigos de Negão (são três), Turco (são outros quatro), apesar de nenhum destes serem da Turquia e sim da Palestina, e outros dois de Alemão, que também nunca pisaram do outro lado do Atlântico. Nenhum se ofende com o apelido e nossa amizade se mantém intacta.

          Lembro que certa vez o falecido Padre Dalcim fez um elogio através de seu sermão ao então recém chegado Bispo Dom Gílio, diante da negritude deste que é pouco comum nas igrejas de nossa região. Usou um termo politicamente incorreto é verdade, talvez por ingenuidade, mas não havia nada de racismo, nada de pejorativo, e sim um franco elogio ao colega que chegava. “Ele é negro e sua alma é clara”. Um fotógrafo em defesa da causa negra sentiu-se ofendido e ligou para jornais de Porto Alegre avisando que um padre de descendência alemã havia assumido uma postura racista contra um bispo negro. Deus do Céu, ilumine a cabecinha dessa gente. O homem expressou-se mal? Sim, mas sem maldade, e a palavra “clara” tem significado milenar de luz, transparência e pureza. E não é o oposto de “negro”. Quem sabe os defensores das cotas raciais queiram modificar os sinônimos das palavras? Talvez, eles considerem o nosso dicionário racista também. Não duvido que eles queiram ajudar o Pelé e deixem de lado o Alemão que cuida carros na frente do Comercial, na Rua dos Andradas. Afinal de contas, o racismo no Brasil só acontece com negros e não com pobres. Por isso que vai ter muito branquela falando no cartório que é negro ou índio. Quem vai duvidar?

 

          Texto publicado na coluna Roendo as Unhas do jornal Correio do Pampa, no dia 4 de junho de 2007 (Sant'Ana do Livramento). 

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 21:14:15