Roendo as Unhas

Opiniões, interpretações e crônicas do jornalista gaúcho Luís Eduardo Amaral (Duda Amaral) sobre os principais assuntos da atualidade.

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Opiniões, interpretações e crônicas do jornalista gaúcho Luís Eduardo Amaral (Duda Amaral) sobre os principais assuntos da atualidade.
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Terra Blog

25.06.08

Grenal III

          Uma rápida informação e uma opinião do blog Roendo as Unhas. O juiz escolhido para apitar o Grenal de domingo no Estádio Olímpico às 18h não será nem Leonardo Gaciba e tampouco Carlos Simon. A CBF definiu o mineiro Alício Pena Junior como árbitro do clássico. Mesmo sem ter a fama de outros colegas por manter uma boa regularidade, Alício está mostrando muita tranquilidade e competência nos seus últimos desafios. Entre eles, a final da Copa do Brasil em Recife entre Sport e Corinthians. Tanto o Grêmio como o Inter ficaram satisfeitos com a indicação.

 

          Os olhos dos torcedores até poderão estar atentos nas jogadas do tricolor Roger e do colorado Alex ou quem sabe nos arremates de Nilmar e de Perea. No entanto, estarão nas defesas as principais revelações do ano da dupla Grenal e que deverão incrementar os cofres dos dois clubes na janela de transferência para a Europa no mês de agosto. Os zagueiros Léo, do Grêmio, e Sidnei, do Inter. Dois jovens de futuro promissor, qualidade do nível de defensores da Seleção Brasileira (até não é muito difícil) e que já estão se despedindo de suas respectivas torcidas. O zagueiro gremista com um pouco mais de experiência em Grenais, inclusive com um gol em sua estréia, ano passado. 

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 20:12:58

Notícias aqui do Uruguai

          Duas notícias interessantes como também muito importantes a cerca de nossos vizinhos uruguaios. Tudo é meio recente ainda e nos próximos dias e nas próximas entrevistas das autoridades daquele país deveremos ter maiores esclarecimentos. De qualquer forma, vale aqui o registro.

          Em visita ao México, o presidente uruguaio Tabaré Vazquez realizou um convite formal ao presidente mexicano Vicente Fox para o país da tequila e do grupo Maná ingressarem no bloco econômico do Mercosul. Seria uma grande conquista para os países aqui do Cone Sul sem dúvida. É esperar para ver a reação dos mexicanos e, principalmente, dos norte-americanos.

          A outra notícia vinda do lado de allá é o anúncio do Governo Uruguaio da existência de reservas de gás natural e, possivelmente, também reserva de petróleo no litoral do país. Seriam dois campos, um chamado de Punta del Leste e outro denominado de Pelotas, que ficaria justamente na divisa entre os mares do Uruguai e do Brasil. Algo me diz que em breve o Governo Brasileiro também anunciará reservas de gás no Rio Grande do Sul.

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 00:15:51

24.06.08

Mais que uma Primeira-Dama

 

          A própria antropóloga evitava ser chamada de Primeira-Dama, além de trabalhar fundo em questões sociais e até nas decisões políticas do governo de ser marido, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para tentar fugir desse rótulo que ela considerava muito norte-americano para descrever simplesmente a mulher do presidente.

 

          Desde Sarah Kubitschek o Brasil não tinha uma... digamos, primeira-dama tão influente e ativa como a dona Ruth Cardoso. E seu valor torna-se mais alto quando notamos hoje a valorização das mulheres dos grandes líderes mundiais mais por sua beleza que por sua competência. Dona Ruth nunca foi lembrada por sua beleza como atualmente existe um frenesí pela primeira-dama Carla Bruni. Tampouco esteve apenas como decoração ao lado do marido como a maioria, inclusive as brasileiras, das mulheres. Ela foi ativa, ainda que discreta, e teve influência em muitas decisões de FHC e do PSDB.

 

          Foi Ruth Cardoso quem influenciou o então presidente lançar o nome de José Serra para a sua sucessão. Também foi dela os argumentos para seu marido nomear Gustavo Krause e Reinhold Stephanes como ministros de seu governo. Durante os oito anos de Fernando Henrique no Planalto, ela lançou e comandou o programa Comunidade Solidária, principal cartão de visita do Governo FHC nas questões sociais junto com a Bolsa Escola.

 

          Ruth Cardoso estava casada com o ex-presidente Fernando Henrique havia 56 anos. Durante o regime militar, o casal esteve exilado no Chile e na França. Antropóloga de formação, foi professora nas universidades de São Paulo, Chile e nas norte-americanas Columbia e Berkeley. Publicou vários livros sobre antropologia e tendo como temas a imigração, os movimentos sociais, a violência e o trabalho. Antes mesmo de sua morte, Dona Ruth já era uma referência como autora nos cursos de Antropologia de todo o país.

 

           A ex-primeira-dama morreu nesta terça-feira, por volta das 20h40min, aos 77 anos. Ela nasceu na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, no dia 19 de setembro de 1930. Na semana passada, ela realizara exames no Hospital Sírio Libanês devido problemas cardíacos. Ela sofreu um infarto e morreu no apartamento da família, bairro Higienópolis, São Paulo, ao lado do filho Paulo Henrique. Por evidente merecimento, Brasil deverá conceder três dias de luto em sua homenagem.

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 23:58:21

Grenal II

          Não é fácil a vida de jornalista esportivo no Rio Grande do Sul quando há uma semana inteira de espectativa para o início do Grenal de domingo e muito pouco para ser dito. Se em Porto Alegre ainda houvesse uns quatro clubes de ponta como em São Paulo ou Rio de Janeiro, até seria mais fácil, mas não é assim. Aqui, todas as notícias concentram-se em apenas duas instituições, imagina então quando as duas estarão na mesma partida da rodada seguinte?

          As reportagens acabam batendo na mesmice. Até sei que alguns dos editores esportivos dos jornais gaúchos acabam bisbilhotando os arquivos para encontrarem alguma pauta interessante. Normalmente, não acham. É como o Caderno Donna de Zero Hora no mês de maio: sempre haverá uma edição exclusiva para as noivas com as mesmas dicas do ano passado. Ou então como aqueles cadernos especiais de A Platéia: as mesmas matérias com os mesmo erros repetindo-se ano após ano.

          Entre tantas repetições de pautas, achei uma notícia hoje de tarde no site da RBS curioso. Inclusive fui surpreendido com a informação. Segundo a matéria e levando em conta as equipes escaladas por Inter e Grêmio nos seus últimos jogos, apenas dois gaúchos deverão estar em campo. É isso mesmo, entre os 22 atletas que deverão iniciar o Grenal só os colorados Renan (Viamão) e Sidnei (Alegrete) são nascidos no Rio Grande do Sul. Por outro lado, os treinadores da dupla também são gaúchos, naturais de Caxias do Sul.

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 23:17:02

22.06.08

Brasil e Fórmula 1: início de namoro

          A Fórmula 1 e o Brasil voltam a namorar depois de 17 anos de relação distante, balançada. Foi no distante ano de 1991 que o mito Ayrton Senna conquistava o tricampeonato mundial da categoria. Três anos após essa festa, o silêncio e o luto tomaram conta de uma nação.

          Desde então, por mais que a torcida brasileira empurrasse e fizesse figa, o representante com mais chance de voltar as unir a Fórmula 1 com as cores do Brasil, Rubens Barichello, não teve competência, talvez falta de sorte mesmo. O vácuo aumentava, e a modalidade de automobilismo mais vista no mundo parecia afastar-se da tradição brasileira de oito títulos (três com Senna, outros três com Nelson Piquet e dois com Emerson Fitipaldi).

          Está certo que na Fórmula 1, o hino italiano deve ser o mais executado da história, e continua assim a cada prova onde a escuderia Ferrari acaba vencendo. E os últimos anos foram assim, entre os hinos da Alemanha e da Itália, nenhuma conquista brasileira. Talvez nem venha acontecer o tão desejado e esperado nono título mundial da categoria para o nosso país. Porém, ao menos deste vez, temos um piloto com competência, sorte, carro e uma tremenda força de vontade.

          Depois de mais de duas décadas, graças ao bravo Felipe Massa, o Brasil vence o GP da França. Depois de 15 anos, o Brasil volta a liderar um campeonato da modalidade. E, quem sabe, depois de 17 anos, Felipe Masse venha a enterrar a dor pela perda do ídolo Senna e faça o Brasil voltar a sorrir e festejar nos domingos de manhã (e de madrugada) com mais uma conquista nacional. E esperar, mas este início de namoro pode virar um casamento lá no final do ano e o hino do Brasil venha a dividir as honras com o da Itália... é só esperar e torcer!   

  • criado por  Duda Amaral criado por Duda Amaral
  • Postado em 18:46:53