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A Fórmula 1 e o Brasil voltam a namorar depois de 17 anos de relação distante, balançada. Foi no distante ano de 1991 que o mito Ayrton Senna conquistava o tricampeonato mundial da categoria. Três anos após essa festa, o silêncio e o luto tomaram conta de uma nação.
Desde então, por mais que a torcida brasileira empurrasse e fizesse figa, o representante com mais chance de voltar as unir a Fórmula 1 com as cores do Brasil, Rubens Barichello, não teve competência, talvez falta de sorte mesmo. O vácuo aumentava, e a modalidade de automobilismo mais vista no mundo parecia afastar-se da tradição brasileira de oito títulos (três com Senna, outros três com Nelson Piquet e dois com Emerson Fitipaldi).
Está certo que na Fórmula 1, o hino italiano deve ser o mais executado da história, e continua assim a cada prova onde a escuderia Ferrari acaba vencendo. E os últimos anos foram assim, entre os hinos da Alemanha e da Itália, nenhuma conquista brasileira. Talvez nem venha acontecer o tão desejado e esperado nono título mundial da categoria para o nosso país. Porém, ao menos deste vez, temos um piloto com competência, sorte, carro e uma tremenda força de vontade.
Depois de mais de duas décadas, graças ao bravo Felipe Massa, o Brasil vence o GP da França. Depois de 15 anos, o Brasil volta a liderar um campeonato da modalidade. E, quem sabe, depois de 17 anos, Felipe Masse venha a enterrar a dor pela perda do ídolo Senna e faça o Brasil voltar a sorrir e festejar nos domingos de manhã (e de madrugada) com mais uma conquista nacional. E esperar, mas este início de namoro pode virar um casamento lá no final do ano e o hino do Brasil venha a dividir as honras com o da Itália... é só esperar e torcer!
criado por Duda Amaral
18:46:53