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Um dos clássicos contemporâneos mais lido da literatura brasileira foi escrito pelo jornalista Zuenir Ventura, um dos melhores repórteres do país entre os anos 60 e 70. Era o livro 1968 – O ano que não terminou. A obra foi lançada em 1988 quando os acontecimentos descritos completavam duas décadas. Agora, mesmo ano e mesmo jornalista aparecem juntos novamente em 1968 - O que fizemos de nós?
O novo livro de Zuenir faz uma ponte entre o presente e o passado, época das barricadas em Paris, das manifestações contra a Guerra do Vietnã, da Passeata dos Cem Mil e do AI-5. Um ano que marcou a vida de muitas pessoas de forma trágica, por passeatas, torturas, prisões, desaparecimentos e muita luta, um ano que despertou o interesse dos jovens na participação política e produziu essa geração de líderes que vimos hoje nos países do mundo ocidental.
Enfim, o escritor apresenta a herança do mais polêmico ano do século XX. O autor está em sua melhor forma e o resultado só poderia ser surpreendente. Como se não bastasse, o novo livro ainda tem depoimentos inéditos de Caetano Veloso, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Gabeira, Franklin Martins, José Dirceu, entre outros.
O lançamento de mais uma obra sobre 1968 demonstra o quão verdadeiro é o título do clássico escrito por Zuenir: “O ano que não terminou”. Realmente parece não terminar nunca a inspiração que tal época produziu em muitos historiadores, jornalista, artistas, escritores, principalmente em Zuenir Ventura.
É uma excelente oportunidade para jovens e adolescentes deste novo milênio conhecerem e aprenderem um pouco sobre as experiências da geração de seus pais, até para notarmos o quanto deixamos a desejar em termos de luta e participação na sociedade. Assim como para aqueles que vivenciaram profundamente 1968 recordarem do que enfrentaram e recuperarem seus espíritos contestadores.
criado por Duda Amaral
12:42:56